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	<title>Na rede com Ailton &#187; ARTIGOS</title>
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		<title>O BAIXINHO DA BÍBLIA</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2021 16:06:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ailton Salviano &#124; Geólogo - Jornalista]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O BAIXINHO DA BÍBLIA Ailton Salviano – Geólogo, Professor, Pesquisador. A bíblia, o livro dos livros, tem sido ao longo dos tempos, fonte de ensinamentos para todos. Os seus personagens, com muita frequência, são usados como termos referenciais e comparativos, exemplificando muitas histórias. Todos já ouvimos comparar-se alguém muito velho com Matusalém, ou quando alguém [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O BAIXINHO DA BÍBLIA<br />
		Ailton Salviano – Geólogo, Professor, Pesquisador.</p>
<p>A bíblia, o livro dos livros, tem sido ao longo dos tempos, fonte de ensinamentos para todos. Os seus personagens, com muita frequência, são usados como termos referenciais e comparativos, exemplificando muitas histórias. Todos já ouvimos comparar-se alguém muito velho com Matusalém, ou quando alguém fisicamente fraco enfrenta outro mais forte e vence, com a história de Davi e Golias, ou ainda, alguém de bons conhecimentos com a sabedoria de Salomão e assim por diante. Um novato em uma atividade qualquer pode ser chamado de Benjamin, o mais moço dos filhos de Jacó. Um pobretão é sempre comparado com a figura paupérrima de Jó.<br />
Às vezes, ponho-me a ler algumas passagens bíblicas buscando lições e ensinamentos. Certo dia, lendo o evangelista Lucas, deparei-me com a história de Zaqueu, o publicano convertido. Este era um homem rico da comunidade de Jericó e para ver Jesus diante daquela multidão teve que subir em um sicômoro (grande árvore que dá a sâmara). Zaqueu era baixinho.<br />
No nosso quotidiano atual, jamais ouvi falar de alguém por ter baixa estatura, ser comparado a Zaqueu e quantos baixinhos fizeram história! Na pintura, o mestre francês Henri de TOULOUSE-LAUTREC que viveu no século XIX. No cinema, além de o incomparável Charles Chaplin e seu personagem inconfundível, CARLITOS, existe uma plêiade de atores famosos, todos de baixa estatura: Danny De Vitto (1,52m), Duddley Moore (1,58m), Mickey Rooney (1,61m), Michael J. Fox (1,64m), Humphrey Bogart (1,64m), Al Pacino (1,67m) e Dustin Hoffman (1,67m).<br />
 No nosso discurso, a figura imbatível de Ruy Barbosa. Tivemos ainda no nosso teatro e cinema, o inesquecível Grande Otelo. E no esporte? Bem, no esporte foram muitos os baixinhos que compensaram com inteligência, argúcia e rapidez de raciocínio o estorvo da baixa estatura.<br />
No futebol do Rio Grande do Norte, havia Jorge Tavares, o Jorginho, craque do ABC dos anos 50, ícone da minha infância que jogava mais que muitos pernas-de-pau que despontam no futebol de hoje. Em âmbito nacional, tivemos Romário.<br />
Os tipos brevilíneos abundam com destaque em todas as atividades humanas no Brasil. Sem querer entrar em choque com a classificação biotipológica do psicólogo alemão Krestschmer, embora seja difícil ter com exatidão as suas estaturas, podem ser considerados tipos pícnicos ou brevilíneos, Euclides da Cunha, Darcy Ribeiro, Monteiro Lobato, Câmara Cascudo, Gilberto Freire, Machado de Assis, Castro Alves, Olavo Bilac, Getúlio Vargas, Glauber Rocha dentre outros. Na História Universal, dois tipos merecem destaque: Napo-leão Bonaparte e Mahatma Ghandi.<br />
Nenhum deles foi comparado a Zaqueu. Talvez a sutileza do trecho bíblico não te-nha despertado a curiosidade do leitor. Porém, lá está bem claro no Evangelho de Lucas, a história da conversão de Zaqueu, o publicano de baixa estatura, no capítulo 19, versículos 1 a 10.</p>
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		<title>ENCONTRO GEÓLOGOS 1968 UFPE</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Feb 2017 15:19:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ailton Salviano &#124; Geólogo - Jornalista]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos dias 20 e 21 de janeiro de 2017, no Hotel Campestre de Aldeia, município de Camaragibe PE, geólogos da turma de 1968 da Universidade Federal de Pernambuco estiveram reunidos em um ambiente de congraçamento para celebrar o 49° ano da formatura. Acompanhados de familiares, o grupo relembrou fatos, conversou amenidades, cantou músicas da época [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_333" style="width: 278px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://www.ailton.com.br/wp-content/uploads/2017/02/AILTON-E-LIVROS2.jpg"><img src="http://www.ailton.com.br/wp-content/uploads/2017/02/AILTON-E-LIVROS2-268x300.jpg" alt="Pré-lançamento do livro - &quot;O LÚDICO E A LÍNGUA&quot; de A. Salviano" width="268" height="300" class="size-medium wp-image-333" /></a><p class="wp-caption-text">Pré-lançamento do livro &#8211; &#8220;O LÚDICO E A LÍNGUA&#8221; de A. Salviano</p></div>Nos dias 20 e 21 de janeiro de 2017, no Hotel Campestre de Aldeia, município de Camaragibe PE, geólogos da turma de 1968 da Universidade Federal de Pernambuco estiveram reunidos em um ambiente de congraçamento para celebrar o 49° ano da formatura. Acompanhados de familiares, o grupo relembrou fatos, conversou amenidades, cantou músicas da época da velha Escola de Geologia e assistiu ao pré-lançamento do livro “O Lúdico e a Língua” do geólogo e jornalista Ailton Salviano.<br />
	Estiveram presentes os geólogos, Ailton Salviano, Carlos Gomes, Eliezer Menezes, Enjôlras Medeiros, Everardo Maciel, Franklin de Moraes, José Carlos, Lourenildo Leite, Marco Polo e Pedro Souto.<br />
	A parte musical ficou a cargo de Ailton (teclado e escaleta), Franklin (teclado e escaleta) e Eliezer (crooner). Houve uma seção de karaokê com a participação de todos os colegas. A turma sempre se destacou na Escola por suas aptidões musicais. Durante o curso, eram frequentes os encontros musicais, as serenatas e até um jogral foi organizado. O grande ausente neste aspecto foi o colega Clécio Rodrigues que com o seu violão era figura indispensável naqueles saudosos encontros.<br />
	Quanto ao local do encontro, o Hotel Campestre de Aldeia foi sede pela terceira vez. O bucolismo da pousada com seus vários ambientes é o local adequado para este tipo de confraternização em que jovens senhores septuagenários buscam um ambiente de paz e tranquilidade para rever seus amigos e familiares. Um dos fatos a lamentar foi a ausência de alguns colegas que residem em Recife ou proximidades e que deixaram de compartilhar desse clima fraternal que a nossa efêmera existência poucas vezes nos reserva.</p>
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		<title>A INFLUÊNCIA DO CLIMA NAS CIVILIZAÇÕES</title>
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		<pubDate>Sat, 10 May 2014 09:55:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ailton Salviano &#124; Geólogo - Jornalista]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos anos 1950, na condição de estudante de ginásio do Colégio Estadual do Atheneu Norte-rio-grandense éramos exigidos decorar certas definições em quase todas as disciplinas. Lembro-me bem que em Geografia Geral, além de estudar as feições geográficas, dados populacionais e aspectos astronômicos, havia informações sobre a meteorologia, aí incluídos índices pluviométricos de vários municípios. O [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nos anos 1950, na condição de estudante de ginásio do Colégio Estadual do Atheneu Norte-rio-grandense éramos exigidos decorar certas definições em quase todas as disciplinas. Lembro-me bem que em Geografia Geral, além de estudar as feições geográficas, dados populacionais e aspectos astronômicos, havia informações sobre a meteorologia, aí incluídos índices pluviométricos de vários municípios.<br />
O inesquecível professor Vicente de Almeida repetia didática e pacientemente, o conceito de clima contido no livro de Aroldo de Azevedo. Dizia o saudoso mestre, “clima é o conjunto de fenômenos meteorológicos que caracteriza o estado médio da atmosfera em um determinado lugar”. Naquela época, a atenção que se despertava pela meteorologia aqui no nordeste limitava-se a saber se o ano era chuvoso ou de seca.<br />
As informações científicas sobre chuvas eram escassas e imprecisas. Havia um crédito maior nas adivinhações dos profetas sertanejos, principalmente entre as pessoas mais velhas. Mas, na última metade de século XX, com o advento das imagens obtidas por satélites artificiais, a meteorologia alicerçou-se cientificamente e hoje desempenha um papel importante e indispensável como fator de prevenção no nosso quotidiano.<br />
A antecipação de informações meteorológicas porém, ainda não consegue ser assimilada pelas autoridades competentes como fator preventivo. A prova está nos últimos desastres na região serrana do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e em Itaóca (SP). De antemão, as autoridades e muitas pessoas sabiam que intensas precipitações de duração imprevisível estavam na iminência de acontecer. Infelizmente não houve a mínima iniciativa para retirar a tempo, as pessoas das áreas de risco.<br />
As oscilações climáticas ao longo da história têm influenciado e muito as atividades humanas sejam sociais ou políticas. Desde a narrativa bíblica nos capítulos 6 e 9 do livro Gênesis no Velho Testamento até os dias atuais, fenômenos climáticos foram importantes no desdobramento de alguns fatos. Pesquisadores da Universidade Harvard (Estados Unidos) e algumas instituições de pesquisa da Europa têm demonstrado que o clima exerceu papel preponderante na expansão do Império Romano.<br />
Segundo esses estudiosos, durante os dois primeiros séculos da Era Cristã, o clima era quente e chuvoso. Este aspecto climático, favoreceu o desenvolvimento da agricultura e assim, a alimentação de grandes exércitos e ainda o desenvolvimento da economia que criava um ambiente de satisfação entre os romanos. Nesta época de pujança, o império expandiu-se até a Inglaterra. Porém, na metade do século III, houve uma drástica mudança climática. O clima passou a ser frio e mais seco. Foi o início de uma crise econômica que ocasionou a decadência do império, graças também a outros fatores, como a políticas monetárias erradas e o surgimento da inflação.<br />
Nos tempos modernos, mais precisamente em 1941, na maior campanha militar da história –  mobilização de 4 milhões e soldados, 600 mil veículos e 750 mil cavalos – conhecida por Operação Barbarossa, as nações do Eixo pretendiam invadir a parte oeste (europeia) da União Soviética. Os objetivos nazistas não foram alcançados principalmente por uma guinada nas condições climáticas. Os soldados alemães não estavam preparados para enfrentar temperaturas inferiores a 10 graus Celsius negativos.<br />
O rigoroso inverno russo afetou não somente os soldados alemães (250 mil morreram), mas também os soviéticos. Com o intenso frio, muitas viaturas não funcionaram. Tal como acontecera 130 anos na tentativa de invasão do francês Napoleão Bonaparte, o inverno impôs suas regras. Isto foi decisivo para a própria guerra e o curso da História. As civilizações por mais desenvolvidas que sejam não estão imunes às variações climáticas e ambientais. É uma lição que perdura até os dias atuais. Infelizmente, não aceita pela ignorância de alguns céticos.</p>
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		<title>A HABITUAL DESOBEDIÊNCIA DO BRASILEIRO</title>
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		<pubDate>Sat, 10 May 2014 09:53:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ailton Salviano &#124; Geólogo - Jornalista]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não se trata do condenável “jeitinho brasileiro”. É pura desobediência. A inobservância de avisos, normas, regulamentos, leis ou a recusa em acatar ordens, comandos, preceitos são hábitos que estão definitivamente arraigados ao espírito do brasileiro. Não importa se o próprio desobediente vai arcar com os prejuízos. Poucos se incomodam com os danos que causam ou [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Não se trata do condenável “jeitinho brasileiro”. É pura desobediência. A inobservância de avisos, normas, regulamentos, leis ou a recusa em acatar ordens, comandos, preceitos são hábitos que estão definitivamente arraigados ao espírito do brasileiro. Não importa se o próprio desobediente vai arcar com os prejuízos. Poucos se incomodam com os danos que causam ou as perdas que sofrem.<br />
	Eis alguns fatos que comprovam as afirmações acima:<br />
	 Interior de São Paulo. Uma represa particular no interior de área bastante arborizada. Várias placas chamam a atenção para quem por ali transita. Em português claro e legível – “PERIGO DE MORTE &#8211; Proibido Nadar”. Sem dar o mínimo de atenção para as advertências das placas, cinco jovens decidem nadar nas águas da represa. Resultado: quatro morreram afogados.<br />
	 Rio de Janeiro – Linha amarela. Três dias antes do fato anterior. Um caminhão basculante trafega em alta velocidade pela linha expressa com a caçamba erguida. Resultado: uma passarela de pedestre derrubada e cinco vítimas fatais, além de outras tantas feridas. Agora vejam as inobservâncias do motorista:<br />
&#8211; trafegava na via em horário proibido para caminhões; (placas informavam).<br />
&#8211; o caminhão estava com a caçamba erguida;<br />
&#8211; a velocidade estava acima da permitida; (85 km/h)<br />
&#8211; o motorista falava ao celular no momento do acidente.<br />
Outras infrações menores abundam no nosso dia a dia. Há poucos dias, uma senhora reclamava desesperadamente à entrada de um supermercado aqui de Natal. Aproximou-se do grupo de clientes de uma loja de café do qual eu fazia parte e reclamou:<br />
 Estou com papai que é cadeirante no meu carro e não encontro nenhuma vaga no estacionamento aqui perto da entrada. Todas as vagas estão ocupadas. Uma inclusive pelo gerente do supermercado. Um dos nossos amigos assumiu o problema da senhora. Chamou os seguranças e com eles se dirigiu ao estacionamento. Logo, o movimento de pessoas chamou atenção. Resultado: em poucos minutos, surgiram quatro vagas para cadeirantes. Os espertinhos que eram pessoas sem deficiência, cheios de vergonha, retiraram seus veículos impropriamente estacionados.<br />
	Na Avenida Antônio Basílio, proximidades do Hospital da Unimed em Natal, a autoridade de trânsito foi bem enfática. Foi muito além da usual placa de estacionamento proibido. Numa grande placa azul com letras que já começaram a desbotar está grafado o artigo do Código de Trânsito que proíbe estacionar naquele local. Há inclusive, o valor da multa. Esforço debalde! Todas os dias dezenas de veículos estacionam indevidamente naquele local e o que é mais revoltante, bem defronte à referida placa.<br />
	Na mesma avenida, próximo ao cruzamento com a Av. Prudente de Morais, há alguns dias, às custas da Prefeitura, foi retirado todo o lixo do canteiro central, e o meio-fio foi refeito e pintado. No dia seguinte, ao passar pelo local, vejo um veículo 4X4, dirigido por um senhor grisalho, quebrar o meio-fio ao tentar fazer um retorno proibido sobre o canteiro central da avenida. Deu apenas para indignar-se. Há muito desisti de interceder. As vezes que assim o fiz, fui xingado e desacatado.<br />
	É triste dizer e observar que existe uma desobediência generalizada. Na porta do elevador do prédio em que resido, existe um aviso em destaque que pede para os senhores pais evitarem crianças menores de 10 anos usarem sozinhas o elevador. Ninguém cumpre. Avisos como “Não bote lixo aqui”, “É proibido fumar”, “É proibida a entrada de estranhos”, “Reservado para cadeirantes”. Simplesmente, poucos obedecem!</p>
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		<title>O PRIMEIRO “ROBÔ JORNALISTA”</title>
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		<pubDate>Sat, 10 May 2014 09:22:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ailton Salviano &#124; Geólogo - Jornalista]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>

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		<description><![CDATA[Na tarde da última quinta-feira, (20.03.2014), circulou nos sítios dos principais jornais do mundo a notícia que na Califórnia (EUA), o jornal Los Angeles Times usou um computador para divulgar a ocorrência de um terremoto que acontecera na cidade às 6h25min da segunda feira (17.03.14). A notícia estava preparada para ser veiculada, 3 minutos após [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na tarde da última quinta-feira, (20.03.2014), circulou nos sítios dos principais jornais do mundo a notícia que na Califórnia (EUA), o jornal Los Angeles Times usou um computador para divulgar a ocorrência de um terremoto que acontecera na cidade às 6h25min da segunda feira (17.03.14). A notícia estava preparada para ser veiculada, 3 minutos após a ocorrência do sismo de 4,4 graus na escala Richter que abalara a cidade.<br />
	Qualquer pessoa pode se cadastrar gratuitamente no Serviço Geológico dos Estados Unidos (United States Geological Survey – USGS) para receber informações sobre a ocorrência de terremotos em todo o mundo. Tenho cadastro naquela instituição e recebo diariamente, via correio eletrônico, informações de terremotos com intensidade acima de 6 graus na escala Richter ocorridos em qualquer parte do mundo.<br />
As informações enviadas pela USGS dizem respeito à intensidade, localização, epicentro, efeitos e geralmente chegam à caixa de correspondência eletrônica alguns minutos após acontecer o sismo em qualquer parte do planeta. Isto significa uma notícia em primeiríssima mão que a maioria da mídia divulgará horas depois. O interessado em cadastrar-se pode escolher o país, a região que lhe interessa e a intensidade do terremoto.<br />
Obviamente, os principais órgãos da imprensa americana são cadastrados neste serviço. O que o jornalista do Los Angeles Times, responsável pela notícia, fez usando a sua condição de programador, foi elaborar um algoritmo (sequência lógica de regras) que após receber a notícia por e-mail da USGS prepara um pequeno texto sobre o sismo. Aparentemente, a operação é bastante simples e está ao alcance de qualquer jornal que use sistema de computadores na redação.<br />
A expressão “robô jornalista”, como a mídia citou o fato, foi um tanto exagerada, isto porque, na realidade, o computador prepara o texto baseado segundo um algoritmo que segue um formato previamente elaborado e sem a participação humana. De forma análoga, isto pode ser feito com notícias de quaisquer naturezas. No caso do jornal americano, quando o jornalista acordou com o tremor de terra, o texto já estava feito no sistema e foi publicado na internet três minutos após o terremoto.<br />
Este fato ainda não representa uma ameaça à profissão de jornalista. Mesmo nos países mais avançados tecnologicamente, está muito distante o dia em que a máquina substituirá totalmente, nesta área, o humano. O repórter ainda é insubstituível na busca da notícia. Esta profissão que envolve algumas características humanas como percepção, criatividade e inteligência social consideradas difíceis de superação pelas máquinas, reinará ainda alguns anos sem a automação integral.<br />
Recentemente, dois pesquisadores da Universidade de Oxford (EUA), após analisarem mais de 700 atividades profissionais, elaboraram uma tabela de risco de substituição do humano pela máquina. Estabeleceram índices de risco de zero a 100%. As profissões com índices próximos ao zero têm menos possibilidades de ter humanos substituídos por máquinas. Nesta tabela, a profissão de jornalista tem 11%, o que representa pouco ameaçada.</p>
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		<title>EM CINCO SÉCULOS DE SECA, CONSTRUIR CISTERNAS É MUITO POUCO!</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jul 2013 20:39:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ailton Salviano &#124; Geólogo - Jornalista]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>

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		<description><![CDATA[“Infelizmente, a seca continua sendo uma velha novidade” Cortez Pereira As primeiras notícias de secas no nordeste brasileiro se perdem nos albores do tempo. Vejamos este excerto da obra “ Tratado da Terra e de Gente do Brasil ” (RJ, 1925) citado no livro de Joaquim Alves – História das Secas: “No ano de 1583 [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>“Infelizmente, a seca continua sendo uma velha novidade”</em></strong> <em>Cortez Pereira</em></p>
<p>As primeiras notícias de secas no nordeste brasileiro se perdem nos albores do tempo. Vejamos este excerto da obra “ Tratado da Terra e de Gente do Brasil ” (RJ, 1925) citado no livro de Joaquim Alves – História das Secas: <em>“No ano de 1583 houve tão grande seca e esterilidade nesta província (cousa rara e desacostuMada, porque é terra de contínuas chuvas) que os engenhos d’água não moeram muito tempo. As fazendas de canaviais e mandioca, muitas se cessaram, por onde houve grande fome, principalmente no sertão de Pernambuco&#8230;”</em>Este é um dos primeiros registros de uma seca no nordeste. Aconteceu na penúltima década do século 16. No século seguinte (17), nesta mesma obra, o autor admite mais 6 períodos de seca – 4 citados por Sampaio Ferraz: 1603, 1614, 1645 e 1692; 2 acrescentados por Joanne Bauchardet: 1606 e 1692. Foram épocas de sacrifício que ocasionaram grandes dificuldades para o colonizador português se fixar no interior e a demandada de contingentes de índios errantes e famintos em direção ao litoral.</p>
<p>As informações desses períodos são raras e desencontradas. Pouco se sabe. Apenas que a grande seca de 1692 provocou a migração das populações, principalmente de negros africanos, para as atividades mineiras nas Minas Gerais partindo da Bahia ao longo do vale do São Francisco. Ainda neste mesmo período, inúmeros escravos das ordens religiosas morreram de fome, segundo as esparsas crônicas daquele tempo.</p>
<p>Às seis secas do século 17, seguiram-se no Rio Grande do Norte mais 9 períodos de estiagens no século 18. À luz dos números, praticamente, uma seca a cada década: 1710, 1721, 1723, 1736, 1744, 1766, 1777, 1784 e 1791. Somente nos anos 1750 não foram registradas grandes estiagens. Como se vê, não se trata de uma ocorrência anômala e sim de uma repetição cíclica e apavorante. No dizer de Euclides da Cunha em Os Sertões: “De fato, os seus ciclos abrem-se e encerram-se com um ritmo tão notável, que recordam um desdobramento de uma lei natural, ainda ignorada”. Passado o século 18, as secas retornaram ao longo dos séculos 19 e 20.</p>
<p>Somente em 1909 surgiu um órgão oficial para mitigar o flagelo das secas – A Inspetoria de Obras Contra as Secas (IOCS), o atual DNOCS. Em um século de existência, construiu aproximadamente 300 açudes de médio e grande porte no semiárido nordestino. Esta ação que se estendeu por todo o século 20 não reflete nenhuma novidade tecnológica, é simplesmente a cópia do fundamento de barrar rios usado desde os primórdios da civilização no Egito e na Índia.</p>
<p>Os índices pluviométricos no nordeste podem oscilar entre 200mm (seca de 1993) a 1400mm (ano chuvoso de 1985). A região é atípica neste sentido, se comparada com outras regiões globais de mesma latitude. Chuvas existem, apesar da intermitência das estiagens. O que dizem há muito, os técnicos internacionais é a falta de gerenciamento dessa água. Como evitar os elevadíssimos índices de evaporação dos açudes? Como armazenar o máximo? Como aproveitar as águas pluviais que rolam nos solos impermeabilizados das grandes cidades nordestinas. Há pouquíssimos incentivos para pesquisas nessas áreas. A rigor, a construção de adutoras e agora de cisternas são meros paliativos. </p>
<p>É muito triste analisar a lentidão das decisões políticas para solucionar alguns problemas crônicos relacionados com a seca. A conclusão da barragem de Orós, por exemplo, se deu em 1961, ou seja, 350 anos após a primeira seca descrita no início deste artigo. Vinte e dois anos mais tarde (1983) foi concluída outra barragem de porte, a Armando Gonçalves Ribeiro situada no vale do Açu. E dezenove anos depois em pleno século 21 (2002), outra grande barragem é inaugurada – O Castanhão no vale do Jaguaribe. Entre a primeira e a última barragem, um intervalo de 41 anos.</p>
<p>Com certeza, teremos outras secas ao longo do século 21. Como sói nessas ocasiões, nossos futuros governantes continuarão inertes a assistir outras tragédias anunciadas. As medidas preventivas que se desenvolveram em cinco séculos são inexpressivas. Junte-se a essas, a falta de continuidade das poucas ações político-administrativas. Cada governo para mostrar serviço sempre recomeça do zero atitudes repetitivas e ineficazes, numa tentativa vã de querer ser o pai das soluções. Entra século e sai século e continuamos a ouvir velhos chavões.</p>
<p>Quinhentos anos são mais que suficientes para desenvolver medidas preventivas eficazes. Promover reuniões técnicas para discutir o aquecimento das águas do Pacífico ou do Atlântico Sul para saber se o ano será chuvoso ou não, é atitude válida como conhecimento científico. Mas, em termos práticos, representa apenas ficar a mercê dos desígnios da natureza. </p>
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		<title>A COPA DAS MANIFESTAÇÕES</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jul 2013 20:28:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ailton Salviano &#124; Geólogo - Jornalista]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando em 2007 a delegação brasileira chefiada pelo ex-presidente da República recebeu da FIFA, a notícia da escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014, uma explosão de alegria e satisfação tomou conta de todos, principalmente dos componentes do partido do poder. Era mais uma atitude populista e histórica que levaria o [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>	Quando em 2007 a delegação brasileira chefiada pelo ex-presidente da República recebeu da FIFA, a notícia da escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014, uma explosão de alegria e satisfação tomou conta de todos, principalmente dos componentes do partido do poder. Era mais uma atitude populista e histórica que levaria o povão brasileiro ao delírio. Naquela ocasião, ninguém se deu conta de analisar um pequeno documento – o famigerado <strong>“caderno de encargos”</strong> que a entidade internacional do futebol impõe com mão de ferro aos países sedes.</p>
<p>	Tal caderno exige medidas absurdas para a realização de uma copa do mundo. É praticamente a criação de um Estado inserido em outro Estado. São atitudes, normas, regras, leis, comportamentos que prevalecem durante o decorrer do evento. Esse conjunto de medidas atropelam todos os códigos do país sede. Por exemplo, aqui no Brasil, por força de lei, proibia-se a venda de bebida alcoólica nos estádios. A FIFA exigiu a venda de bebidas dos seus patrocinadores e o governo cedeu.</p>
<p>	Mas se o governo que aí está pensava em iludir o povo com o maior evento futebolístico do planeta, uma série de acontecimentos que atingiu o âmago popular fez com que o tiro saísse pela culatra. Acostumado a calar a boca do povo com esmolas, desta vez o governo foi longe demais. O país que não tem saúde pública, educação e segurança estava promovendo um evento ao custo de mais de vinte bilhões de dólares. Tudo começou com uma pequena manifestação contra o aumento do preço da passagem do transporte público. E a população de Natal foi uma das primeiras a se manifestar.</p>
<p>	O movimento contra o aumento das passagens de ônibus foi o estopim de uma sequência de manifestações que atingiu todo o país. Mais de um milhão de brasileiros de Roraima ao Rio Grande do Sul foram às ruas. Acumularam-se os reclamos e protestos: corrupção política, a proposta de emenda à constituição (PEC) que tira poderes do Ministério Público, a falta de escolas, de hospitais, de segurança e um sem número de reivindicações. O povo nada inventou, todas as queixas tinham fundo de verdade.</p>
<p>	O partido do poder está acuado. Seus dirigentes não sabem como lidar com as manifestações. Acostumados a organizarem manifestações enganosas, “jamais” imaginaram que o povo brasileiro seria capaz de realizar tamanho movimento sem eles. De repente, o país deixou o berço esplêndido para mostrar que seus filhos não fogem à luta. As mais absurdas explicações foram emitidas, mas ninguém até agora sabe explicar o que aconteceu com o brasileiro. São anos de enganação dos políticos. O povão não aguenta mais.</p>
<p>	Os baderneiros que se infiltraram nas manifestações não vão manchar o verdadeiro objetivo do movimento. O mundo todo está sabendo o que ocorre no Brasil. Brasileiros que vivem em outros países também se manifestaram aprovando as reivindicações. O movimento deverá continuar. Os desmandos político hão de acabar. Em detrimento à miséria do povo, temos uma das mais altas cargas tributárias e o congresso mais caro do planeta. Como se não bastasse as improbidades políticas, somos obrigados a digerir uma mentira atrás da outra. O Brasil tem que mudar!</p>
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		<title>CORAÇÃO NORDESTINO</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jul 2013 12:23:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ailton Salviano &#124; Geólogo - Jornalista]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>

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		<description><![CDATA[A expressão pétrea “O sertanejo, antes de tudo, é um forte”, que no nordeste teve a introdução da palavra “nordestino” substituindo “sertanejo”, cunhada no início do século vinte pelo escritor Euclides da Cunha no seu histórico livro “Os Sertões” começa a sofrer algumas oscilações. A explicação para a perda desta fortaleza nordestina está num estudo [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A expressão pétrea <strong>“O sertanejo, antes de tudo, é um forte”, </strong>que no nordeste teve a introdução da palavra “nordestino” substituindo “sertanejo”, cunhada no início do século vinte pelo escritor Euclides da Cunha no seu histórico livro <strong>“Os Sertões”</strong> começa a sofrer algumas oscilações. A explicação para a perda desta fortaleza nordestina está num estudo realizado recentemente por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná.</p>
<p>	Segundo esses pesquisadores que analisaram 1 milhão de óbitos por infarto no período de 2000 a 2010, enquanto nas regiões sul e sudeste houve uma queda de 25%, no nordeste apareceu uma alta de 34% entre os homens para grupos de 100 mil habitantes. Em outras palavras, o nordestino está morrendo mais por problemas cardíacos. O que mudou na vida do nordestino para justificar este quadro? Aquele homem forte, exaltado em prosa e verso, que suportava todas as agruras dos repetidos anos de seca estaria sucumbindo?</p>
<p>	Uma explicação pode estar nas mudanças dos hábitos alimentares do homem do nordeste. A culinária nordestina notabilizou-se durante muitos e muitos anos por suas características <em>“sui generis”</em>. O cuscuz, a tapioca, o mungunzá, a macaxeira, a batata doce, o inhame, o feijão verde, o feijão de corda, o baião de dois, o queijo de coalho, a coalhada, a canjica, a pamonha, o leite mugido, a paçoca, a carne de sol, entre outros são alimentos que atravessaram muitas gerações e ainda hoje mantêm os seus sabores e maneiras tradicionais de preparar.</p>
<p>	Mas, a vida moderna e o aumento do poder aquisitivo afetaram muito a mesa do nordestino. Os alimentos tradicionais à base de milho, feijão, mandioca e carnes foram substituídos paulatinamente por produtos industrializados. Estes alimentos são muito mais calóricos e possuem um teor elevado de sódio. As consequências dessa mudança alimentar são o agravamento de fatores de risco cardíaco e o surgimento de doenças como hipertensão, diabetes e obesidade mórbida.</p>
<p>	Estudiosos desse tema asseguram que um dos ônus decorrente do crescimento econômico dos países emergentes é o visível aumento do número de mortes por doenças cardiovasculares. Se nas regiões sul e sudeste do Brasil, os índices de mortalidade por infarto estão praticamente estacionários nos últimos anos, aqui no nordeste a tendência ainda é de aumento. A estabilidade dos valores no sul e sudeste pode ser creditada às facilidades de acesso aos serviços de saúde. Nesta área existe muita carência não só no nordeste como no norte do país.</p>
<p>	Para reverter esse quadro são indispensáveis maiores investimentos em saúde pública. Mesmo com a nossa Constituição garantindo o direito à saúde, muito pacientes nordestinos de baixo poder aquisitivo são obrigados a apelar para a Justiça para ter gratuidade de determinados medicamentos. Apesar de tudo, dependendo de vontade política, os riscos podem ser perfeitamente controláveis e muitas dessas mortes poderiam ser evitadas.</p>
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		<title>A LANTERNA DE DIÓGENES</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jul 2013 17:51:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ailton Salviano &#124; Geólogo - Jornalista]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Diógenes de Sínope, conhecido também por “Diógenes – o cínico”, foi um filósofo grego que nasceu numa colônia jônica (Sínope) situada na costa do Mar Negro, hoje território da Turquia. Ao mudar-se para Atenas, viveu na extrema pobreza (século IV antes de Cristo). Dizem que a sua casa era um barril de madeira. Foi discípulo [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>	Diógenes de Sínope, conhecido também por “Diógenes – o cínico”, foi um filósofo grego que nasceu numa colônia jônica (Sínope) situada na costa do Mar Negro, hoje território da Turquia. Ao mudar-se para Atenas, viveu na extrema pobreza (século IV antes de Cristo). Dizem que a sua casa era um barril de madeira. Foi discípulo de Antístenes que por sua vez era pupilo de Sócrates. Porém, o mais importante da vida de Diógenes para a elaboração deste artigo foi uma sua tirada que passou para a história.</p>
<p>	Dizem que Diógenes perambulava pelas ruas de Atenas conduzindo uma lanterna acesa em plena luz do dia. Indagado por populares sobre a lanterna, respondeu: “Procuro um homem honesto!” Se vivo fosse nos dias atuais, Diógenes teria que andar muito para conseguir o seu intento. Enquanto isso, aqui no nosso Pindorama, há seis semanas, vivemos um fato histórico na nossa Suprema Corte. Trata-se, segundo o Procurador Geral da República, do julgamento do maior escândalo político da vida republicana do país.</p>
<p>	No cerne desse julgamento está, sem dúvida, a desonestidade. Não importa a ginástica de semântica usada no tribunal para com eufemismos, denominar quem facilitou a saída de dinheiro público, quem pegou, quem lavou, quem desviou, quem usufruiu, quem enganou. Desde que se entende desonestidade como “ato que atenta contra a moral ou ofende o pudor, falta de probidade no trato de coisa alheia, falseamento da verdade, insinceridade, má-fé”. Em todos os meandros do vasto processo, a erva daninha é a desonestidade.</p>
<p>	Aliás, nestes tempos de pré-eleição, desfila de forma insistente nos órgãos de comunicação, um grupo de candidatos às câmaras municipais e às prefeituras. Tem para todos os gostos. Poetas, professores, parasitas, palhaços, perniciosos, picaretas, para ficar somente na letra “p”. Protegidos por uma lei eleitoral esdrúxula, a obrigatoriedade do horário eleitoral permite aos candidatos dizerem as maiores aberrações que se pode imaginar. Claro, escuta quem quer. Mas, será que essas campanhas absurdas e instantâneas rendem algum voto?</p>
<p>	Nas velhas campanhas eleitorais, uma palavra de ordem estava presente na maioria dos “slogans” políticos – HONESTIDADE. Óbvio que os políticos de antanho não eram mais honestos que os atuais, mas, pelo menos, transpareciam ser. Eram comuns chavões como: “Honestidade e Trabalho”. “Honestidade e Ação”. “Honra e Honestidade” etc. Na atualidade, o caráter ou o atributo de ser honesto parece uma propriedade ultrapassada, fora de moda. Como se usa dizer atualmente, trata-se de algo  “retrô” ou um estilo desatualizado, velho, anacrônico.</p>
<p>	Nas atuais campanhas, os candidatos desprezam o termo “honestidade”. Preferem dizer que estão à sombra de alguns velhos caciques ou perpétuos chefes oligárquicos. Alguns desses são atores recentes de episódios de honestidade duvidosa que a memória efêmera do povo esqueceu. Não tenhamos dúvidas. Vivemos a cultura da esperteza em todas as atividades humanas. Para muitos, os atributos morais e a retidão de caráter ficam em segundo plano. Assim, privilegia-se mais o indivíduo que a sociedade como um todo, o que é triste e lamentável.</p>
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		<title>A ERA DA OBESIDADE</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jul 2013 17:45:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ailton Salviano &#124; Geólogo - Jornalista]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eles estão por toda parte. Há alguns dias, sentado à mesa de um restaurante, contei silenciosamente os presentes por simples curiosidade. Dos cinquenta comensais daquele momento, eles eram quarenta, ou seja, 80% dos clientes. De repente, na história da humanidade, eles começam a se destacar e constituir uma parte apreciável da população formando em alguns [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>	Eles estão por toda parte. Há alguns dias, sentado à mesa de um restaurante, contei silenciosamente os presentes por simples curiosidade. Dos cinquenta comensais daquele momento, eles eram quarenta, ou seja, 80% dos clientes. De repente, na história da humanidade, eles começam a se destacar e constituir uma parte apreciável da população formando em alguns países, uma geração problema. Estou me referindo às pessoas obesas e ao aumento excessivo do seu universo nos últimos anos.<br />
Ao obsevar um documentário filmado nos anos 1930 em grandes cidades brasileiras, nas tomadas dos transeuntes, percebi que os gordinhos eram uma minoria ou quase ausentes. A conotação aqui é aplicada para aquelas pessoas que estão acima do peso dito normal e que se pode determinar à vista desarmada, sem a necessidade de recorrer-se às tabelas de estética que envolvem idade, altura e peso.</p>
<p>Afinal de contas, todos nós a um simples olhar, sabemos quando uma pessoa está bem acima do chamado peso normal. Excluem-se aqui, os casos de obesidade mórbida, considerada hoje, uma doença crônica que provoca outros tipos de enfermidades que levam à morte precoce. Atrelado ao crescimento do universo dos gordos surgiu nos últimos tempos, um verdadeiro arsenal para combater a indesejável adiposidade. Academias de ginásticas com modernos e sofisticados métodos, alimentação macrobiótica, adoçantes, refrigerantes e alimentos “lights”, produtos dietéticos e integrais até o extremo apelo à redução do estômago.<br />
	Embora países ditos desenvolvidos já se preocupem com a crescente população dos gordos, no nosso mundo tupiniquim, com toda razão, a fome ainda tem prioridade. Pode parecer um paradoxo, mas tanto a fome quanto a farta, porém má alimentação trazem desastrosas consequências. Se a fome leva à inanição, a gordura excessiva desencadeia uma série interminável de doenças cardiovasculares.</p>
<p>Claro que uma campanha com o pomposo título de Fome Zero tem muito mais impacto social e gera bem mais dividendos políticos que envidar esforços para orientar o povo para uma boa alimentação. Hoje, se a fome atinge 40 milhões, a ameaçadora gordura está presente em pelo menos 10 milhões de brasileiros. Pesquisas da Organização Pan-Americana da Saúde revelam que existiam no Brasil, 6,7 milhões de obesos na faixa etária de 6 a 18 anos em 1997 e que a obesidade infanto-juvenil cresceu 240% nos últimos 20 anos. Nesse mesmo período, a taxa dos homens gordos, em relação à população total, passou de 3% para 7% e das mulheres de 8% para 13%.</p>
<p>	O que aconteceu nas últimas décadas para justificar o fenômeno da obesidade? Teria sido a mudança brusca no hábito de se alimentar, facilitada pela proliferação dos refrigerantes e dos sanduíches dos “fast-foods”? Ou foi o sedentarismo a que se adequou o homem moderno, consequência direta do ato frequente de ficar horas e horas diante da televisão e mais recentemente diante do microcomputador, não dando a menor importância aos exercícios físicos? Estaremos vivendo o “Jurássico” do Homo sapiens? </p>
<p>O homem com os seus hábitos e idiossincrasias sempre foi e continua sendo um animal deveras complexo. Defini-lo ou entendê-lo tornou-se um desafio para filósofos e pensadores, desde o homem político de Aristóteles (384-322 a.C.), passando pelo que pensa de René Descartes (1596-1650), ao que julga de Immanuel Kant (1724-1804), ao que trabalha de Karl Marx (1818-1883) e ao que cria de Henri Bergson (1859-1941). Foram definições interessantes, porém muito restritas no tempo e no espaço.<br />
Nas condições atuais, o animal homem ajusta-se perfeitamente aos personagens Gargântua e Pantagruel, do humanista francês François Rabelais, não pelos risos que provocavam, mas pelo apetite e gula que respondiam pelas suas gigantescas dimensões físicas, fruto da abundância de cereais e dos faustos banquetes de tripa e vinho.</p>
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