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	<title>Na rede com Ailton &#187; CURIOSIDADES</title>
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		<title>O LEGADO DA FÍSTULA DO REI</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jan 2008 21:01:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ailton Salviano &#124; Geólogo - Jornalista]]></dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ailton Salviano</strong></p>
<p>Há alguns dias, aqui em Natal, uma família amiga discutia sob um clima tenso, um tema muito íntimo.Tratava-se da cirurgia de uma fístula anal (orifício em torno do ânus que supura) em um dos rapazes, membro daquela família. Felizmente, a operação foi realizada e bem sucedida. O caso me fez lembrar de um fato histórico e curioso que li, há algum tempo, e que ocorreu na França de Luiz XIV, na segunda metade do século XVII.</p>
<p>A história, que à primeira vista pode parecer piada ou anedota, é real no duplo sentido, pois aconteceu com um rei e é verdadeira. Está citada na bibliografia médica <strong><em>(Ces malades qui nous gouvernaient – BOYET J.- 1985) e (De la Gastroentérologie à la politique – GÈRARD A. &#8211; 1983).</strong></em> Essas citações confirmam que o Rei Luiz XIV, também conhecido como <strong>“Rei Sol”,</strong> sofria dores horríveis por conta de uma fístula anal.</p>
<p>Conhecimentos sobre infecções anais foram descritos desde eras remotíssimas. O livro <strong>“Peeri Siryggon”</strong> de Hipócrates (460 – 350 a.C), por exemplo, citava procedimentos como a incisão, a cauterização e a ligadura para o tratamento das fístulas anais. Mas o cirurgião particular do Rei Sol, <strong>Dr. Charles Felix de Tassy</strong> viu-se diante de um dilema: com pouca experiência nesse tipo de enfermidade, como garantir um bom êxito na cirurgia real?</p>
<p>A notícia da enfermidade do rei foi citada no dia 5 de fevereiro de 1686 no Jornal da Corte dirigido pelo <strong>Marquês Philippe de Dangeau.</strong> A afecção fora atribuída à prática imoderada de equitação, à caça, aos passeios, às viagens e à guerra. Rumores afirmam que para adquirir experiência, <strong>Felix de Tassy</strong> realizou, durante um ano, algumas cirurgias em pobres e mendigos que viviam nas ruas de Paris.</p>
<p>O inusitado dessa situação entrou para a história da cirurgia. <strong><em>“Foi o primeiro registro da história de um ensaio de investigação clínico-terapêutico com uma completa revisão dos procedimentos conhecidos até aquela data para o tratamento de fístulas, acompanhados durante um ano”</strong></em>, segundo o dr. <strong>Joaquín Villalba Acosta.</strong></p>
<p>A dolorida cirurgia real, sem anestésicos, pois não havia à época, foi realizada no dia <strong>18 de novembro de 1686</strong> em uma das salas do Palácio de Versailles. O pós-operatório foi muito sofrido para sua alteza. Houve mais cinco intervenções corretivas. Finalmente, o monarca foi considerado curado em <strong>15 de fevereiro de 1687.</strong></p>
<p>Alguns desdobramentos desse evento de trezentos e vinte e um anos são dignos de nota. Em 1715, <strong>Luiz XV,</strong> neto do rei cirurgiado, por decreto real, induzido por aquele evento, incluiu o ensino da cirurgia nas escolas de Medicina da França. Esse ato afetou bastante a atividade dos cirurgiões itinerantes ou barbeiros como eram chamados os profissionais que se dedicavam à cura de patologias de pouca importância. (feridas, fraturas, luxações etc.)</p>
<p>Em 1731, foi fundada a <strong>Sociedade Real dos Cirurgiões da França.</strong> A Inglaterra que perdera em 1442, o rei Henrique V com complicações dessa mesma enfermidade, fundou somente em 1880 o <strong>Colégio Real dos Cirurgiões e o Hospital São Marcos</strong> em 1835. Segundo a bibliografia, o Dr. Felix que curou o Rei Sol foi muito bem recompensado. Além de uma fazenda, recebeu de Sua Majestade, a importância de <strong>40 mil táleres,</strong> a moeda da época.</p>
<p>Para se ter uma idéia do valor dessa moeda, o grande compositor <strong>Bach,</strong> em 1721, comprou 32 medidas de vinho do Reno por apenas nove táleres. A vultosa recompensa hoje, segundo o <strong>Dr. Sérgio Menolli,</strong> equivaleria aproximadamente a <strong>480 mil dólares,</strong> o que torna essa cirurgia real e anal <strong>a mais bem paga de toda a história da Proctologia.</strong> </p>
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		<title>CHUVA DE PEIXES</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Dec 2007 18:59:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ailton Salviano &#124; Geólogo - Jornalista]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[ARTIGOS]]></category>
		<category><![CDATA[CURIOSIDADES]]></category>

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		<description><![CDATA[Ailton Salviano Não se trata de mais um história de pescador. É pura realidade. Por mera coincidência, havia lido na revista francesa “Science e Vie”, edição de setembro/2006, sobre o fenômeno meteorológico da chuva de peixes. Em fevereiro de 2007, essa estranha chuva aconteceu no Brasil, mais precisamente na região de Paracatu, Minas Gerais. Durante [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ailton Salviano</strong></p>
<p>Não se trata de mais um história de pescador. É pura realidade. Por mera coincidência, havia lido na revista francesa <strong>“Science e Vie”,</strong> edição de setembro/2006, sobre o fenômeno meteorológico da chuva de peixes. Em fevereiro de 2007, essa estranha chuva aconteceu no Brasil, mais precisamente na região de Paracatu, Minas Gerais.</p>
<p>Durante um temporal que atingiu o noroeste mineiro, os moradores locais foram surpreendidos quando começaram a cair pequenos peixes do céu. No mesmo dia, a chuva de peixes atingiu localidades a 20 quilômetros da barragem onde se supõe tenha sido a fonte fornecedora dos peixes. O estranho fato, não era pra menos, estarreceu os habitantes daquela região e agora, vai ser difícil esquecê-lo.</p>
<p>Porém, a chuva de peixes não é um acontecimento tão raro quanto parece. O escritor sueco <strong>Olaus Magnus</strong> descreve o fenômeno no seu livro <strong>“História dos Povos do Norte”</strong> elaborado em Roma no ano de 1555. A revista francesa, acima mencionada, faz referência não só à chuva de peixes, mas aos meteoritos, à aurora boreal, aos cometas, ao fogo fátuo etc. A matéria intitula-se <strong>“Ciências das elites e crenças populares”. </strong></p>
<p>A explicação plausível para a chuva de peixes é simples e compreensível. Fortes ventos com características de tornados passando sobre água acumulada (lagoas, açudes, mares fechados, rios etc) podem sugar pequenos animais como sapos, peixes, pássaros e conduzi-los ao longo de vários quilômetros. Ao diminuir de intensidade, o vendaval libera os animais que caem normalmente acompanhando uma chuva.</p>
<p>Às vezes, os animais suportam a viagem e ainda caem com vida. Isto pode comprovar o pequeno intervalo de tempo da duração do fenômeno. Embora existam em vários países, milhares de testemunhas oculares das chuvas de peixes, a primeira parte do fenômeno, ou seja, aquela quando o tornado suga os animais, jamais foi presenciada por alguém ou comprovada cientificamente.</p>
<p>O caso de Paracatu (MG) é o primeiro oficialmente registrado no Brasil. Excepcionalmente, o fenômeno pode ocorrer mesmo com a ausência de fortes ventos. A bibliografia cita casos de chuvas de peixes nos estados americanos de <strong>Maryland (1828), New Jersey (1833), Rhode Island (1900), South Carolina (1901) e Louisiana (1901).</strong> Há ainda registros de outras chuvas em <strong>País de Gales (1841 e 2004) e na Índia (2006).</strong></p>
<p>Após essas explicações, aquela máxima política de dizer <strong>“se um jabuti está em cima de uma árvore é porque alguém o colocou lá”,</strong> em determinadas circunstâncias, esse alguém pode ter sido um vento forte, o responsável direto pelo inusitado quadro. <strong>Água-viva (medusa) já caiu dos céus na Inglaterra em 1894, </strong> assim como <strong>canários, pica-paus e patos – todos mortos – caíram com uma chuva em Louisiana (EUA) em 1896.</strong></p>
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		<title>A TERRA EM QUE NASCESTE</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 15:39:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Ailton Salviano &#124; Geólogo - Jornalista]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[CURIOSIDADES]]></category>

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		<description><![CDATA[Ailton Salviano Existe um adágio popular muito antigo que diz: &#8220;Onde nasce a lagarta, aí se farta!&#8221;. A minha modesta experiência de vida tem-me demonstrado que nem sempre este provérbio é verdadeiro. São muitas as exceções e curiosamente, no decurso de várias atividades humanas, personagens que fizeram história têm as suas origens esquecidas ou obscurecidas [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ailton Salviano</p>
<p>Existe um adágio popular muito antigo que diz: <strong>&#8220;Onde nasce a lagarta, aí se farta!&#8221;.</strong> A minha modesta experiência de vida tem-me demonstrado que nem sempre este provérbio é verdadeiro. São muitas as exceções e curiosamente, no decurso de várias atividades humanas, personagens que fizeram história têm as suas origens esquecidas ou obscurecidas pelo seu destaque em outras plagas para onde se transferiram e passaram parte das suas vidas.</p>
<p>Para muita gente, o inventor do telefone foi o americano <strong>Alexander Graham Bell.</strong> Quanto à invenção nada a obstar, mas a pátria do Dr. Bell é a Escócia, onde nasceu na cidade de Edimburgo, no dia 03 de março de 1847.</p>
<p>Alguém tem dúvida quem foi o maior cantor argentino de todos os tempos? Acredito que ninguém. Se você pensou que <strong>Carlos Gardel</strong>, a lendária figura dos tangos inesquecíveis, é argentino, errou uma vez mais. Com o nome de <strong>Charles Romuald Gardès</strong>, o conhecidíssimo Gardel nasceu em 11 de dezembro de 1890 na cidade francesa de Toulouse. Surgiu no 70º aniversário da morte do cantor, uma polêmica sobre o seu local do nascimento. O Uruguai reivindica para a si, a glória de ter sido o berço de Gardel. Em qualquer caso, Gardel não é argentino.</p>
<p>Ainda na área artística de grandes intérpretes, existiu um cantor tido como brasileiro que nos anos 50, ficou famoso cantando Fascinação – foi <strong>Carlos Galhardo.</strong> Além deste infindo sucesso, Galhardo gravou inúmeras valsas e canções que embalaram os sonhos dos nossos pais e avós. Morreu no Rio de Janeiro em 25 de julho de 1985 e está sepultado no Cemitério São João Batista, mas Carlos Galhardo não era brasileiro. Era filho de pais italianos e nasceu em Buenos Aires, Argentina em 24 de abril de 1913.</p>
<p>Na política, <strong>Adolf Hitler,</strong> o tirano da Alemanha Nazista que tentou conquistar o mundo, sendo responsável direto pelo extermínio de milhões de judeus, não era alemão como muitos pensam. Hitler nasceu na cidade austríaca de Braunau am Inn em 20 de abril de 1889. Suicidou-se em 30 de abril de 1945.</p>
<p>Nome tradicionalmente francês, um dos fundadores do romantismo, defensor de uma soberania diferente daquela dos liberais, autor da obra <strong>Contrato Social,</strong> um dos baluartes e cérebro pensante da Revolução Francesa, poucos sabem, mas <strong>Jean-Jacques Rousseau</strong> era suíço, pois nasceu em Genebra a 28 de junho de 1712.</p>
<p>E <strong>Guevara,</strong> líder da revolução cubana juntamente com Fidel Castro? Morreu envolvido em guerrilhas na Bolívia. <strong>Ernesto &#8220;Che&#8221; Guevara</strong> nasceu em 1928 na cidade de Rosário na Argentina. Era médico, formado em 1953 pela Universidade de Buenos Aires. A sua vida de revolucionário começou em 1954 quando se transferiu para o México e se juntou às tropas exiladas de Fidel Castro.</p>
<p>Ainda na área política, um dos maiores heróis franceses é, sem dúvida, <strong>Napoleão Bonaparte.</strong> No entanto, Bonaparte não nasceu na França e sim na Ilha de Córsega. Aliás, esta ilha tem uma história muito dinâmica e interessante. Foi invadida pelos Vândalos, Ostragodos, Bizantinos e Mouros. Foi dominada por genoveses e pisaneses. Em 1735, tornou-se independente. Em 1768, foi incorporada à França, porém em 1794, passou para o domínio inglês e voltou ao regime francês em 1796. Napoleão nasceu em 1769. </p>
<p>Nos esportes, existem também algumas surpresas. <strong>Eusébio da Silva Ferreira</strong> – Eusébio – foi o maior jogador português de todos os tempos. Com 41 gois, é artilheiro recordista com a camisa da seleção portuguesa. Mas, Eusébio não nasceu em Portugal e sim na cidade de Lourenço Marques, Moçambique, uma antiga colônia portuguesa, hoje país independente na costa oriental da África.</p>
<p>Alguém já ouviu falar em <strong>Elke Giorgierena Glunnupp Evrenides?</strong> Pouquíssimas pessoas conhecem esse nome. Trata-se da nossa <strong>Elke Maravilha,</strong> artista de teatro, cinema e TV que ficou conhecida em todo o Brasil como participante de júris dos programas de Sílvio Santos. Elke com toda aquela picardia não é brasileira pois nasceu em Leningrado (atualmente, São Petersburgo) na Rússia. Tem fluência em cinco idiomas sendo filha de pai russo e mãe alemã.</p>
<p>E para concluir, uma grande escritora da nossa língua, homenageada na edição de 2005 da Festa Literária Internacional de Parati (FLIP), alguém que veio para o Brasil com dois meses de vida, <strong>Clarice Lispector.</strong> Como ela própria dizia, não nasceu no nosso país por questão de dias. A autora de O Lustre, Laços de Família, A Hora da Estrela veio ao mundo em dezembro de 1920 na cidade ucraniana de T-chelchenik.</p>
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